Meninas, mulheres... vamos ativar este blog para trocarmos experiências e impressões sobre os homens? Uma fala, a outra "palpita"... A experiência, desilusão ou ilusão de uma acaba ajudando a outra. Vamos nessa?!
domingo, 15 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Espetacular composição de Gonzaguinha(se escrito por mim, seria auto descrição kkkk)
Avassaladora
Gonzaguinha
Composição: GonzaguinhaAvassaladora
senta no seu colo
lambe o pescoço
morde a orelha
enfia a língua
por entre seus dentes
tomando toda a sua boca
ela é louca
muito louca e,
ele adora sua mão
apertando o que deseja
com calor e com carinho
ensinando o caminho
da loucura
e acabando com
seu medo de não poder
e o macho se solta
se larga, se acaba na
mão da rainha
com todo prazer.
e o macho desmonta
no grito de gozo
na mão da rainha
e desmaia
de tanto prazer.
FRAGMENTOS DE UM ROMANCE INSTANTÂNEO
PASSEI DA IDADE DE NÃO MOSTRAR O QUE SINTO.
NÃO SOU PURA. PURO É O MEU CORAÇÃO QUE
SE ENTREGA FÁCIL
FEITO PANDEIRO EM RODA DE SAMBA.
CHORA FEITO VIOLA EM SERENATA...
FALO DE MEUS DESEJOS COMO PINTOR SE EXPRESSA EM CORES
E FLOR SE EXPÕE ÀS ABELHAS.
SOU UMA MENINA QUERENDO COLO, UMA MOCINHA SONHANDO ALTO...
UMA MULHER QUERENDO APENAS SER FELIZ.
PERDI A CONTA DAS VEZES QUE OLHEI O VISOR
DO CELULAR NA ESPERANÇA
DE UMA MENSAGEM SUA. QUALQUER PALAVRA QUE ME CONTE DO
SEU PARADEIRO. UMA FRASE DE MÚSICA DIZENDO QUE ENTRE NÓS DOIS NADA MUDOU OU ATÉ
DECLARANDO O FIM DESTE ROMANCE QUE NÃO TEVE CHÃO PRA GERMINAR.
SERÁ...
QUE DORMI POR 21 DIAS E SONHEI COM
PALAVRAS DE CARINHO?
QUE TODAS AS MÚSICAS CANTADAS FORAM BRINCADEIRAS DE
ENGANAR CORAÇÃO?
QUE FORAM INVENTADOS OS SENTIMENTOS E TODAS AS SENSAÇÕES
QUE ME CONFIDENCIOU SENTIR?
CUSTA-ME A ACREDITAR... MAS NÃO SOU EU QUEM
SE ENGANOU.
ACERTE AS CONTAS COM SEU CORAÇÃO.
sábado, 24 de agosto de 2013
SABADÃO
O que eu mais queria hoje?
Deixar de cumprir com os compromissos domésticos e viver.
Viver intensamente ao lado de dois amores... Dividir-me entre o amor materno e o amor íntimo. Segurar o punho de meu filho e ser enlaçada por seu braço. Andarmos os três sem hora marcada; seguirmos de ônibus criticando o caos que reina em nossas vias e Bernardo contemplando os carros, caminhões e as árvores sobreviventes ao progresso. Descermos no Parque Municipal e deixar o menino brincar em vários equipamentos, aproveitando para trocarmos beijos furtivos.
Depois, com a astúcia de adultos, convenceríamos o pequeno a lanchar na grama: suco, pipoca, uma fruta... Dar nele beijos de mãe e em você beijos de mulher. Receber seus beijos de homem e ele os de pai, amigo. Quando finalmente o cansaço nos abatesse, voltaríamos pra casa.
Após um banho e um copo de leite, meu filho dormiria.
E seria a nossa hora... Um banho juntos, cheios de carinhos e cuidados; fazer levadezas musicais em nossa cama e então, eu descansaria em você e você descansaria em mim.
O sábado estaria completo.
sábado, 17 de agosto de 2013
Ana e seus Cabelos
Desde a mais tenra idade que se lembra, Ana “sofria” com
seus cabelos. Puxara os da família materna: bem secos. Segundo sua mãe, nascera
careca, mas com o passar dos 2 anos, surgiu-lhe uma “vassouuuura”.
Sua mãe, D. Maria, era muito cuidadosa e toda semana
trançava os cabelos de Ana e sua irmã Lela. Esta, mais nova 1,4anos, tinha os
cabelos mais sedosos que os da irmã mais velha. Os cabelos da Lela ficavam em
cachos facilmente, os de Ana... Nunca! E ela morria de inveja. D. Maria tentando
lhe amenizar o sofrimento, buscava alternativas indicadas: trançava os cabelos
das filhas apertando tanto, que elas ficavam com olhinhos de japonês. Assim,
não havia diferenças “capilares” entre as duas. Mais tarde, esticava as
madeixas de Ana com “pente quente”. Este era um ritual que merece maiores
descrições: A mãe de Ana espalhava nos cabelos da filha um pouco de vaselina e
penteava tudo para a frente. Colocava o pente, que era de alumínio batido, para
esquentar na trempe do fogão, em chama baixa. Aí, com o auxílio de um pente de
cabo fino puxava umas mechas e passava o pente quente. E sucessivamente até
esticar toda a cabeleira da pequena Ana. Porém, vez ou outra ocorria uns
pequenos acidentes de percurso durante este trabalho: se o pente esquentava demais,
torrava os cabelos da garota, deixando a mecha mais curta. E fedia... Ou... inquieta
como ela só, Ana às vezes era beijada no pescoço, orelha ou testa pelo pente
quente. E as lágrimas escorriam! Mas o resultado final era ótimo! Desde que não
chovesse, é claro!
Mais tarde, o recurso era alisar com pasta e o couro
cabeludo da menina de uns 7 anos dava “perebas”. Durante a adolescência os
cuidados com os cabelos ficaram por conta de sua dona: produtos relaxantes à
base de hidroxido de amônia; hidróxido de sódio; pirogalol(fenol) e chumbo. Usou cabelos curtinhos; rolinhos (os cabelos agradeciam
muito!); até que a já madura Ana rendera-se ao tão famoso progresso: formol?
Não! Tioglicolato, carbocisteína. Seus cabelos ficaram lindos, no início, mas
depois... ressecamento, quebra dos fios, queda... corta, corta e guanidina. A
essas alturas faltava paciência para escovar, etc. Ana alimentava há bom tempo
o desejo de deixar seus cabelos naturais e “babava” quando via mulheres lindas,
corajosas, donas de si com suas enormes madeixas naturais.
Hoje, no auge de sua madureza e após ter sido tocada pela
Fada Madrinha da autoestima e Beleza Negra, Ana assumiu: Cabelos Reais! Parece
menina em frente ao espelho... Penteia, ouriça os cabelos, enfeita com flores,
fitas, laços, lenços e se pinta. Porque descobriu que seus cabelos podem tudo o
que ela quiser. Inclusive deixarem Ana linda e feliz.
CORAGEM
Ana Alcântara
Andam dizendo da radicalidade de quem assume seus cabelos
naturais: joãozinho, sarará, crespos... Quanta coragem!
Só que parei pra pensar que pouco dizem da coragem de
outras pessoas que que: gastam de 500
a mil Reais para comprar e colocar um Megahair bem longo na cintura ou bem cheio; as que
submetem-se à progressivas sufocantes ou a ácidos vários que modificam a
estrutura dos fios. Isso quando não derrubam os cabelos no chão e/ou até
provocam feridas... muitos calam-se ou até aplaudem as corajosas que descolorem
completamente seus fios, em nome da moda “blondor”; ou as que arrasam no
vermelho ou até mesmo no tradicional preto azulado.
A verdade, é que tudo que nos torna diferentes dos outros
choca e incomoda. Mas se estas nossas diferenças nos aproximam da Raça Negra e
mostram de fato nossas raízes, o susto é bem maior.
É como se mexêssemos num vespeiro. A expressão adjetiva
“Que coragem” soa como “Que loucura”. Entretanto, teimo em reafirmar, inclusive
para mim, que loucura é não se aceitar e não sentir-se belo ou tornar-se
referência dentro de suas próprias características étnico raciais. Falta de coragem
é dizer numa pesquisa ou em conversas que a pessoa é moreninha, moreninha
escuro, escurinha e não dizer em alto e bom tom: ela é negra. Eu sou negra.
Então meus amigos, que tenhamos coragem de assumir quem
somos ou o que queremos ser, respeitando e tratando com delicadeza a loucura
capilar de quem veste a camisa da coragem.
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